Robertinho Silva

Robertinho Silva nasceu no Rio de Janeiro no dia primeiro de junho de 1941. O percussionista e baterista Robertinho, além de tocar quase tudo, é um dos músicos mais cosmopolitas que se conhece, em se falando daqueles que vieram depois da geração Jobim/Gilberto. l_08096323c684478b9315fb0d0c1af543Possui um toque muito forte, dando um ritmo poderoso por detrás de uma variedade de tambores e de exóticos instrumentos de percussão brasileiros. Entre suas maiores influências americanas estão Art Blakey e Tony Williams, e do lado brasileiro estão Dom Um Romão e Edson Machado. Depois de fazer sua estréia em disco tocando com o cantor Cauby Peixoto, Silva criou reconhecimento como um dos melhores bateristas brasileiros, tocando e gravando com celebridades como Antonio Carlos Jobim, Airto Moreira, Wagner Tiso, Dori Caymmi e Gilberto Gil. Acrescenta-se aqui o longo trabalho que realizou com o cantor e compositor Milton Nascimento, desde 1969, inclusive o disco "Native Dancer" que Milton gravou em colaboração com Wayne Shorter. Participante do tropicalismo, Silva foi co-fundador do Som Imaginário, robertinho01junto com o tecladista Wagner Tiso, 1970. Seu primeiro álbum como líder foi Musica Popular Brasileira Contemporânea, para a Philips brasileira. Ele gravou o primeiro álbum solo na série de Música Brasileira Popular Contemporânea em 1981(Polygram), tendo como convidados Raul de Souza e Egberto Gismonti. Em 1984, ele gravou" Bateria", seguido de "Bodas de Prata" (1989),robertinho2 "Fale Nenhum Mau" (1991). Nos Estados Unidos ele gravou em 1991,"Shot On Goal" e em 1994, "Speak No Evil" (ambos pela Milestone). Nos anos 90, Silva criou sua própria banda, Robertinho Silva e Família, que inclui seus filhos Ronaldo e Vanderlei, ambos percussionistas. Em 1997, ele criou o Centro Percussão Alternativo Robertinho Silva, no Rio de Janeiro, tendo parte da sua agenda ocupada com seminários sobre bateria e percussão. Seu último álbum é "Mistura Brasileira", lançado em 2004.
 
 Abaixo, trecho do livro de Miguel Sá (jornalista, filho do violonista e compositor Luiz Carlos Sá) sobre o querido e bem rodado, também no exterior, Robertinho Silva.
 
Robertinho Silva"Durante dois anos, os Flamingos circularam pela Zona Oeste, fazendo os melhores bailes da região. Nessa época, os elogios eram muitos: Beto era quem tocava "moderno". Ninguém na Zona Oeste tocava como ele, que fazia um clima diferente para os dançarinos que viravam a noite dançando os sambas, rumbas e outros gêneros tradicionais nessas festas.
        No entanto, Robertinho desenvolveu , nessa época, uma virtude: não se deixar "abater pelos elogios". Na Zona Oeste, já tinha tocado em lugares como a Moreninhas de Bangu e a Sedofeita, em Bento Ribeiro, onde os bateristas Hidrofredo Correia e Edson Machado começaram a tocar samba com a condução no prato da bateria.
        Mesmo com fama grande na Zona Oeste, ele já tinha consciência de que havia novos caminhos a procurar. Em vez de ficar satisfeito com o "reinado" local, ele decidiu que era hora de procurar novos horizontes Praça Tiradentes . Se, "em terra de cego quem tem olho é rei", ele sabia que, em outros lugares, poderia conhecer os grandes ídolos da época e tocar com eles. Durante o serviço militar, antes de sair do Flamingos, já estava frequentando o ponto dos músicos na Praça Tiradentes.
       A Praça Tiradentes era o ponto de encontro dos melhores músicos de baile da cidade do Rio de Janeiro. e era o local para ficar conhecido no Centro. Bateristas, saxofonistas,
Robertinho Silva (8)pianistas, todos iam lá esperando ser arregimentados para alguns dos bailes mais disputados da cidade. Entre eles, desde 1961, já estava Robertinho Silva, que começava a fisgar alguns trabalhos nos cabarés da Praça Mauá, cobrindo folga de outros músicos a convite de Deuzete Menezes, pianista que tocava, eventualmente, com a banda Flamingos.
        Fosse por briga ou por alguma desavença de uma profissional da noite com um namorado músico, não foram poucas as vezes em que o baterista viu copos estourando na parede ao seu lado enquanto tocava. Em compensação, os olheiros do Rio de Janeiro começaram a reconhecer "aquele garoto que toca pra caramba" e a levá-lo para tocar em todos os clubes do Centro do Rio de Janeiro. Lá, a seta do progresso começava na região portuária, passava por locais tradicionais, como a gafieira Elite, na Praça da República (também havia uma no Méier) e a Estudantina, na Praça Tiradentes. O caminho seguia até o fim da Rio Branco, no prédio São Borja, onde estavam os dois principais "dancings" da região."
    
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Brasileiros:

Dom Um Romão e Edson Machado. 

Estrangeiros: 

Art Blakey e Tony William

 

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Tocou com:

  • Milton Nascimento
  • João Donato
  • Tom Jobim
  • Wayne Shorter
  • George Duke
  • Egberto Gismonti
  • Cal Tadjer
  • Sarah Vaughn
  • Gal Costa
  • Família Silva

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Robertinho S-01

Robertinho Silva - Só sei que foi assim (Eduardo Machado)

Robertinho S-04

Eduardo Machado e Robertinho Silva - Amazonas  2013

Robertinho S-02

Eduardo Machado e Robertinho Silva - Choro Azedo 2013

Robertinho S-05

Aprenda tocar pandeiro com Robertinho Silva - Batuke 2013

Robertinho S-03

Robertinho Silva - Tema dos Deuses - Som Imaginário - 1970 (áudio)

Robertinho S-06

Robertinho Silva '' Cara de palhaço '' / '' Bateria '' ( MPBC 1983 )

Gravação do disco “Milton” de Milton Nascimento. Atrás Ronaldo Bastos, Robertinho Silva, Flora Purim Milton Nascimento, Novelli e Laudir de Oliveira. À frente.

Milton Nascimento e Robertinho reunidos nos estúdios da Odeon. Rio de Janeiro, RJ – anos 70. Foto Paulo Ricardo.

O sambista João Nogueira, Milton Nascimento e Robertinho Silva. Rio de Janeiro, RJ – 1970. Foto Paulo Ricardo.

O Som Imaginário em show no Teatro Teresa Raquel Wagner Tiso, Robertinho Silva, Luiz Alves e Nivaldo Ornelas. Rio de Janeiro, RJ – 1972.

Robertinho Silva apresentando-se em seu primeiro show solo. Parque Catacumba, Rio de Janeiro, RJ – 1986.

Wagner Tiso, Tavito, Luiz Alves, Nivaldo Ornellas e Robertinho Silva

Robertinho Silva, Naná Vasconcelos e Milton Nascimento nos estúdios da Odeon. Rio de Janeiro, RJ – anos 70.

Milton e o Som Imaginário na 1ª turnê internacional. 

Robertinho Silva

Agradecimento Robertinho Silva 2013
https://baterasbr.com/bateras/lendarios/robertinho-silva-2

Temos uma nova revista brasileira chamada baterasbr, muito bom pra gente ter uma revista dessa, porque a gente vai ficando independente, é muito bom ter uma revista que divulga os bateristas brasileiros atuais e lendários. Gostei muito de poder também assistir, entrevistas que o baterasbr realizou. Agradeço a vocês por terem essa revista, por fazer um trabalho que nos divulgue. Agradeço a toda equipe do baterasbr.com

Nino Gomes

Diretor do baterasbr
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Robertinho Silva muito obrigado pela entrevista concedida, paz e muita musica. Ass: Nino Gomes

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